segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como Ìyàmi chega à terra em Òtà



Tiramos (a água) na frente, tiramos (a água) atrás. Ifá é consultado por 201 pessoas, que do céu vieram para a terra. Ifá é consultado por 201 proprietários de pássaros, que do céu vieram para a terra. Quando essas 201 pessoas chegam, eles (os babaláwo) dizem para preparar uma cabaça para cada uma delas. Foi em Òtà que elas chegaram pela primeira vez, elas nomeiam uma pessoa Ìyálóde em Òtà, aquela que quer receber (um pássaro) leva sua cabaça para junto dela. Ela diz que quer receber seu pássaro. Ele está colocado dentro. Quando ela colocou o pássaro dentro, a cabaça é coberta e lhes é entregue. Esta cabaça que lhes é entregue, elas tomam conta dela em sua casa. Quando elas a arrumaram em sua casa, não é qualquer um que pode saber o lugar onde elas a puseram, a menos que seja alguém que tenha uma cabaça. Talvez esteja (em cima do) teto. Elas podem colocar ao lado da parede. Elas podem cavar o chão para a colocar ali. Elas sãos as únicas a saber o lugar onde a cabaça está guardada, quando ela lhes é entregue. Quando elas lhes são entregues, cada uma leva a sua, vai colocá-la no lugar que ela viu. Quando elas querem enviar Eleye em uma missão, elas abrem a cabaça esta Eleye voa para fora da cabaça, vai cumprir a missão aonde ela é enviada, talvez em Lagos, talvez em Ibadan, talvez em Ilorin, talvez em Sapele, talvez em Londres. Talvez no país do rei. Todos os quatro cantos do mundo são os lugares para onde elas a enviam. Quando, desse modo, elas abriram a cabaça. Este pássaro voa e vai cumprir sua missão. Se elas dizer que é para matar alguém, eles matam. Se elas dizem que é para levar os intestinos, ficam à espreita de alguém. Quando elas estão espreitando para rasgar seu ventre, a pessoa não sabe que elas querem levar seus intestinos. Se ela estiver grávida, eles retiram a gravidez de seu ventre. Eles vão executar o trabalho de que estão encarregados.
Quando terminarem este trabalho, voltam novamente para esta cabaça. Elas tornam a cobri-la. Quando elas a cobriram, cuidam de a colocar novamente em seu lugar. Elas não lutam mais sozinhas, a menos que queiram ir à sociedades delas. No momento em que retorna, este pássaro assim fala com sua proprietária, “o trabalho que me mandastes fazer, eu o fiz”. Se esta pessoa possui um remédio contras as Àjé, ela é capaz de dizer, “que aquela que vos enviou para me pagar, não me pegue”, tento pegar, pegar, pegar, mas não sou capaz de pegar. Se me enviardes a pegar alguém (que não possua este remédio) eu o pego. Aquela que possui um pássaro vai então para o meio da sociedade, ela diz então que ela enviou um mensageiro em missão, ela fez este trabalho contra ele, ela levou este trabalho para o meio da assembléia, porque ele não pode trabalhar sozinha. Quando elas assim falaram, aquelas que ficam compartilham as coisas. O sangue da pessoa que ela mandou (pegar) ela o leva para o meio da sociedade, todas as suas companheiras o querem tocar com suas bocas. Quando elas tomaram juntas este sangue, elas se separam. Quando elas se separaram, chegou o dia seguinte, chegou a noite seguinte, elas enviam novamente o pássaro. Elas não deixam dormir (sua vítima) este pássaro pode pegar um chicote, pode pegar um porrete, pode pegar uma faca, pode torna-se uma alma do outro mundo, pode torna-se uma òrìsà. Para ir pôr medo naquele para o qual elas o enviaram. Tal é a história destas Eleye! É assim que elas são!

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