sábado, 4 de dezembro de 2010

A SOCIEDADE SECRETA ORÒ.

Muitas sociedades alcançaram o título de “poderosas” entre os Yorùbá, mas nenhuma alcançou o prestigio da Sociedade Secreta Orò Lewe. Seu poder politico supera todas as exigências religiosas. Na antiguidade esta sociedade, semeava o terror dentro do poder, já que seus emissários ocultos, por baixo de máscaras impediam o abuso de sacerdotes, monarcas inclusive de anciões, que formavam o conselho central do reino. A Sociedade Orò, estava vinculada à Sociedade Ogboni, eram os executores dos criminosos; quando um criminoso era condenado pela Corte Ogboni, eram os membros da Sociedade Orò, os que executavam a sentença. A missão desta sociedade, prevalecia em todas as exigências religiosas e era tão poderosa, que possuía o direito de vigiar se os governantes respeitavam os preceitos morais divinos. Eles são os defensores e reguladores da ordem tradicionalista, do cuidado com o conhecimento, do folclore, da história e dos mitos. Os membros desta Sociedade, desempenhavam múltiplas funções sociais e se preocupavam, com o adequado respeito ao culto dos ancestrais, mantendo-o vivo, por tanto os membros desta sociedade se encarregavam de conseguir que os mortos fossem enterrados conforme determinados rituais apropriado e sua almas chegassem com segurança ao reino dos mortos, inclusive aquelas pessoa, que por infelicidade fossem mortas em acidentes ou tivessem mortes trágicas.
Orò é uma Deidade masculina, somente pode ser adorada e venerada por homens, somente eles podem recebe-los e não devem existir duvidas a respeito de sua masculinidade. Orò Aboluaje, é o título que se lhe dá e seu significado seria: “o que pode recolher da areia da vida o chefe dos feiticeiros”, é um espírito deificado dos homens. Oro recebe o nome de Ita e tem um companheiro com o qual lhe chama ao vento, seu nome é Irele, com o qual caminha e se alimenta com ele e é representado por um filete, cuja confecção é um segredo e vive encima dele. É chamado a divindade do mistério. Segundo o Odù Ogbe-Osa, nos revela que Orò vagava pelo bosque e fundou o estado de Kwara, tornando-se a deidade do segredo do retiro e do encanto. Esta divindade é conhecida em Cuba com o nome de Orun, nome que lhe atribuem os sacerdotes de Ifa em Cuba e nas Américas, mas seu verdadeiro nome é Orò Lewe. Tem vários atributos, entre eles uma vara de autoridade, confeccionada em madeira dura, na qual remata um espelho. ORÒ está basicamente a serviço dos espíritos dos mortos e por isso só aparecem de noite. Seu emblema é um pedaço plano de ferro ou madeira (sobre tudo de madeira de ÓBÓ ou KAM, que as bruxas (AJE) não podem ver nem farejar, presa a um cabo com corda, o que a converte em uma madeira que emiti um tipo de som ao ser manuseada. Cada SOCIEDADE dispõe normalmente de dois tipos destes utensílios. Um é pequeno e se conhece com o nome de ISE (moléstia) e o tom estridente que produz, se conhece como AJA ORO ( cachorro de Orò). O outro provem dos madeiros grandes chamados AGBE (espada) e emite um tom surdo que é considerado como a mesma voz de ORÒ, este som anuncia que a morte está ameaçando alguém. ORÒ reproduz a voz dos mortos e por isso se diz que Oró é “aquele que convoca os mortos”.
Durante o ano havia de sete à nove dias dedicados as festividades de Orò, especialmente em lua nova. Os adeptos desta Sociedade, costumam usar máscaras de madeira, porém estas não chegam a cobrir todo o rosto do individuo. Quando Orò, saía à rua durante a noite, os que não pertenciam a esta sociedade deveriam ficar recolhidos em suas casa ou corriam o risco de morrer. Eles estabeleciam “o toque de recolher”. As mulheres teriam que permanecer trancadas dentro de suas casas, com exceção as poucas horas, em que era permitido saírem para diversos fins. No sétimo dia, nem sequer, isto seria permitido, sob rigorosa pena de morte. Deveriam permanacer trancadas, sem importar com status social, título de nobreza. Quem desobedecia as regras desta sociedade eram executado no ato de cometerem o tabu. Oro é uma das forças sobrenaturais que atuam durante a noite. Esta divindade trás prosperidade, mas ao mesmo tempo devemos mencionar, que nem todos os Babalawo, lhe devem consagrar e al faze-lo atraíra calamidades, inclusive a morte.

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