sábado, 4 de dezembro de 2010

De pai-de-santo a obá: a trajetória da ambição.

De pai-de-santo a obá: a trajetória da ambição


Sandra Medeiros EpegaIlé Leuiwyato - Templo de Culto a Òrìsà Sàngó


Trabalho apresentado no seminário temático ST03 "Os afro-brasileiros".
VIII Jornadas sobre Alternativas Religiosas na América Latina
São Paulo, 22 a 25 de setembro de 1998




O conhecimento religioso sempre foi a primeira meta do sacerdote afro-descendente. Seja pela dificuldade em enfrentar uma religião baseada em tradição oral [tendo nascido na cultura ocidental, onde a palavra escrita é uma constante], seja pelo obstáculo de encontrar mestres sábios, aptos e dispostos a ensinar.
A exigência constante dos jovens sobre os mais velhos têm criado situações interessantes Temos visto diferentes reações perante o mesmo problema. Alguns sacerdotes buscam suas casas ancestrais, reivindicando seu direito adquirido ao conhecimento. Outros passam de um templo para o outro, de uma família de ase para outra, vagando durante anos em uma incessante busca pelo melhor, com ou sem resultados palpáveis. Existem também os que, mal estruturados e inseguros de sua opção religiosa, procuram em outras confissões religiosas a resposta não obtida em sua peregrinação. Alguns, mais velhos, e não dispostos a mudanças, aceitam a situação como ela se apresenta, perdendo por vezes seus filhos para outros templos mais avançados em idéias. E há os que decidem voltar ainda mais atrás, à Mãe África ancestral, seja fisicamente ou através do estudo, em institutos especializados, universidades ou cursos particulares.
Dentre este vasto contingente que retorna, poucos, raríssimos, conseguem descortinar que a realidade é totalmente diferente do que imaginavam. E descobrem então que ase africano e ase brasileiro são vivências diferentes, opções distintas, que não conseguem conviver pacificamente em uma mesma cabeça ou em um mesmo templo.
Para alguns esta descoberta leva a um desejo de aprender, aplicar e modificar seus pontos de vista [e os de seus seguidores]. Estes ficam por lá, ou vivem dali para a frente num vai e vem Brasil-África, numa constante divisão religiosa, afetiva e cidadã, uma vez que suas vidas civis, o templo e todas suas estruturas familiares e profissionais estão no Brasil. Mas a África têm o apelo profundo da memória ancestral religiosa, numa saudade proustiana do que não houve.
Outros, mais felizes, contentam-se com olhar ao redor, num turismo religioso e consumista, absorvendo de forma superficial o outro ase, sentindo em seu íntimo um grande medo de mudar, do salto no escuro, e voltam para casa [ou para o conhecido]. Mas não como eram antes. Acrescentam ao status do "já estive em África", ou "jógo por Odú", ou qualquer outra referência superficial africana, algum cargo lá obtido por gentileza de um Rei regional chamado Oba [são chefias dadas as pessoas que se destacam na comunidade, ou mesmo compradas pelos estrangeiros ambiciosos ], e, anotado na memória ou em seu caderninho, trazem consigo toda a nova hierarquia religiosa e tribal que descortinaram. Transformam-se então em pseudos especialistas africanos, observadores profundos das coisas corriqueiras e observadores corriqueiros das coisas profundas. É da parte deste grupo que estão surgindo modificações, criações e alterações assustadoras em nosso ambiente religioso. Cremos firmemente que evolução só faz bem. Cremos também que religião é tradição, e tradição é invenção, mas é um inventar e reinventar paulatino, gracioso, agradável, evolutivo, e não o sobrepor brusca e desnecessariamente vivências externas em hábitos domésticos.
Há anos existe uma rivalidade no Brasil entre alguns ramos sacerdotais pela supremacia que, se extremamente discreto em níveis de Bahia, ao caminhar para o sul se torna agressivo. É o caso de "quem é o Rei do Candomblé". Título auto conferido por Pai Joãozinho da Goméia, [famoso sacerdote morador do Rio de Janeiro, falecido nos anos 60, deixando vasta prole religiosa ]; foi após sua morte reivindicado por Pai José Ribeiro, também do Rio de Janeiro, que se intitulou seu herdeiro e o segundo Rei do Candomblé .Reinados estes curtos, e restritos aos seus seguidores e à mídia escandalosa. Não haviam sido coroados pelo povo ou por seus pares, o que lhes conferiria credibilidade. Hoje outros Reis se apresentam. Um deles desfila com grande coroa de latão, cetro e faixa, e tem viajado por todo Brasil, distribuindo honrarias e títulos diversos, como os de: Imperador da Umbanda, Imperatriz da Umbanda, Ministro do Candomblé, Rei Nagô do Brasil [este era o Príncipe e foi "promovido" a Rei] , Imperatriz do Candomblé, Patriarca do Candomblé, Príncipe dos Exubandeiros, Rainha dos Exubandeiros, Príncipe do Candomblé no Brasil, Embaixador da Umbanda no Brasil, Rei da Umbanda no Brasil, Rainha da Umbanda no Brasil, Rainha do Candomblé, Digina de OjúOba, Príncipe do Nagô do Brasil.
Todos os homenageados usam coroas de latão e pedrarias, nos mais diversos formatos, juntamente com seus paramentos religiosos, acrescidos ou não de capas suntuosas, faixas bordadas com seus cargos e cetros, no mais puro estilo das histórias de fadas européias. E sempre os jornais fazem referência aos palácios reais, comitivas reais, recepções principescas, enfatizando uma realeza que de outro modo passaria despercebida. Creio que Freud poderia explicar melhor que eu. E num destes mesmos periódicos que falam do Rei e de sua distribuição de honrarias pelo Brasil afora, há uma entrevista com uma sacerdotisa oriunda de casa secular, onde a tradição africana é bem forte, que condena veementemente os reis e outros titulares, explicando que esta prática não faz parte da afro-descendência. Interessante!
Encontramos também uma sacerdotisa que recebeu o título de Ìyálodé, e diz o magazine ser ele "reconhecido aqui no Brasil pela Embaixada da Nigéria". E tal honraria foi-lhe outorgada pelo "Rei da Nigéria", cujo filho há três anos freqüenta o templo desta Mãe aqui no Brasil. Diz o jornal ser esta a primeira vez que este título é entregue a uma pessoa de fora do país.
E há ainda os que, tendo uma maior possibilidade de contato com África, usam títulos realmente existentes [mas duvidosamente a eles concedidos ] e utilizam para seus propósitos até mesmo sacerdotes africanos de pouca expressão e menor vocabulário, que não sabendo se expressar em outro idioma que o dialeto nativo, parecem concordar com toda a parafernália das festas e rituais que acontecem ao seu redor. Para estes visitantes a oportunidade de vir ao Brasil, com passagem aérea, estadia e alimentação graciosamente oferecidas pelos templos é gratificante. Não compreendem, pela barreira da língua; não se importam, pelo egoísmo de alguns; ou talvez não acreditem, pelo hábito que têm de levar religião a sério, que é tudo encenação em busca do desejado referencial religioso africano.
E vemos hoje um desfile marcante de Reis, Ministros, Princesas, Embaixadores, Oba, Ìyálodé, Bàbáláwo, Olúwo, sem o mínimo preparo social e/ou religioso, que manipulam as palavras representativas de honrarias civis e religiosas, ocidentais e africanas, ao seu bel prazer.
De Reis e que tais, eu, como todo o brasileiro, entendo pouco. Aqui só deram certo os reis da Congada, do Maracatú, do Pastoril, brincadeiras ingênuas do povo, que cada vez mais desaparecem do cenário nacional. E naturalmente, as Rainhas sazonais, das feiras agrícolas, dos rodeios. Na realidade, o único Rei que autêntico no Brasil é o Rei Momo, invencível nos quatro dias do carnaval.
Mas, usar titularidade africana, principalmente yorùbá, incomoda muito, a nós e a muitos outros que, conhecendo a profundidade do seu significado, se constrangem ao ver pessoas com pouco ou nenhum embasamento religioso usarem e abusarem dela no dia a dia. Se fizermos uma ligeira análise do significado destes títulos, veremos que em nada se assemelham ao modo como são utilizados aqui.
O yorùbá crê que Olódùmarè, deus criador criou os homens auxiliado por Òrúnmilà, chamado Ibikeji Olódùmarè, a Segunda pessoa de Olódùmaré. Junto a eles estão os Òrìsà e Egúngún. Em seguida vem os Oba, reis tradicionais da yorubaland, representantes dos deuses na terra [ em Òyó, ouvimos do Aláàfin Òyó- EU SOU SÀNGÓ! ]. Abaixo deles vem os Awo- Ìyálòrìsà, Bàbálòrìsà, Bàbálawo e Olúwo, os que aconselham os Oba e dirigem os templos. Por último o imenso contingente de ara ilu, o povo. Oba é o líder tradicional, comparável em importância aos Òrìsà. Dele se espera que cuide do bem estar do povo, social e politicamente.
O Oba não faz, fazem para ele. O Oba não é, as pessoas são por ele. O Oba não age, agem por ele. Um Oba pode ter sido, em qualquer época anterior à sua coroação, Bàbálòrìsà, Bàbálawo ou mesmo Olúwo. Tendo assumido o trono de uma cidade, seus sacerdotes irão fazer tudo para os Òrìsà, porque Oba não pode ser Bàbálòrìsà. Ele é o Òrìsà! A cada quinto dia da semana tradicional yorùbá, seus Olúwo irão consultar o Ifá para ele e recomendar sacrifícios para ele e seu reino. Oba não pode ser Bàbálawo ou Olúwo. Ele é Òrúnmìlà! Oba não é sacerdote Egúngún, ele possui seus Oje e Alapini que louvarão Egúngún para ele .Oba nunca mais é sujeito ao transe de possessão. Ele fica desperto, vigilante. Ele é o guia, o responsável pelo povo.
Mesmo que seu oye Olúwo não seja do culto Ifá, e sim da sociedade Ògbóni, sendo Oba ele não é mais chamado Olúwo, esta liderança passa a ser inferior à sua condição de Rei. E também a sociedade Ògbóni mantém secretos seus nomes e títulos. Não se sai rua a fora declarando que se é um membro Ògbóni! O conselho de Àgbá [ara àgbá - os homens mais velhos] da cidade, e/ou a sociedade Ògbóni, em toda a Yorubaland, e a sociedade Osugbo, especificamente em ìjèbú ,se reúnem e decidem, entre todas as famílias reais da cidade, de uma forma rotativa e extremamente política, quem será o próximo Oba, tendo havido falecimento do titular, ou, caso raríssimo, tenha ele sido deposto pelo povo. São os chamados fazedores de Reis. Seja qual for a decisão deste conselho, cabe a Ifá a decisão final.
O Oba é rico. Dispõe de fortuna própria ou é sustentado pelo povo, que exige que seu Rei tenha e ostente riqueza. Ele dispõe de muita autoridade sobre a população, adquirida pelo respeito que soube despertar, graças à sua experiência e sabedoria. Oba é generoso com seu dinheiro, tem muitas mulheres [inclusive assumindo, de modo formal apenas, todas as viúvas do Oba falecido] ,tem muitos filhos. Oba nunca é solteiro, pobre e sem filhos. Se ele tiver qualquer profissão anterior, não irá exercê-la. Ele terá os melhores profissionais para servi-lo. O governo oficial procura o Oba e se entende com ele, pelo poder religioso e temporal que ele exerce. Ele é a liderança natural nas vilas e cidades. Ele é o verdadeiro governo. Oba é o cabeça do conselho de chefes. É chamado Igbakeji Òrìsà — o segundo depois do Òrìsà.
Não se fala diretamente com o Oba. Fala-se com seus ministros ou chefes, que transmitem a ele a mensagem dos súditos. Oba, em público, usa uma coroa chamada ade, adornada com awon — véu de contas ou búzios cobrindo o rosto, porque é vedado aos homens enxergarem a face do Rei. Ele usa muitas jóias, simbolizando sua riqueza e a de seu povo. Carrega na mão um símbolo de poder, o erukere, rabo de cavalo encastoado em couro, com contas, metais ou jóias bordadas. Ele só usa roupas tradicionais. Seus chefes carregam os objetos para ele, pois é inadmissível que ele tenha um comportamento humano usual, O povo se prostra para ele fazendo a saudação ritual chamada ijuba, foribale ou idobale — colocar a cabeça no chão, aos seus pés. É o povo que mantém um Oba no poder. A herança é sempre genética e familiar. Filho adotivo não pode ser o próximo rei. Pessoa de fora não herda o trono, salvo nos casos de conquistas de guerra, situação felizmente perdida em um passado distante [e mesmo assim ele teria que ter sangue real]. Oba faz chefes, dá cargos para pessoas merecedoras, e concede inúmeros outros títulos, inclusive para visitantes e estrangeiros de passagem, estes apenas honoríficos. Ele não faz outro Oba, principalmente em outro país, até porquê as leis deste país não reconheceriam esta situação de poder. E Oba sem povo para referenciá-lo não teria expressividade ou representatividade suficientes.
Os mais conhecidos e tradicionais Oba africanos são:
Oòni Ife de Ife,Aláàfin de Òyó,
Awùjalè de Ìjèbú òde,Oyekán de Lagos,Alakétu de Kétu, Ataoja de Òsogbo,Alake de Abéòkúta,Olúbàdàn de Ìbàdàn,Eléjìgbo de Èjígbo.
Para ser um III, IV, ou V Oba, os I e II tem que estar mortos, e a herança só é válida na cidade de origem. Ainda não há exportação de Oba na Yorubaland. É produto nativo, natural, válido somente em terra natal.
Ìyálodé é a mulher que ouve os problemas das mulheres e leva-os ao conselho dos mais velhos da cidade. É a intérprete dos anseios femininos. Atua por áreas fechadas [é impossível haver uma Ìyálodé do país, ou do estado, suas áreas de representação são menores], e é sempre uma senhora de peso e de bom conceito na sociedade. São as mulheres da cidade, do mercado, da fazenda, que escolhem quem será sua líder, mas a última palavra é de Ifá. Um Rei não faz uma Ìyálodé, ela é feita pelas mulheres a quem representa. A Yorubaland também não exporta Ìyálodé, até porque seria absurdo uma intromissão nos negócios femininos particulares de outras terras [não caberia a um Oba yorùbá determinar quem iria representar as mulheres de outro país, e este não é em absoluto um cargo honorífico]. No Brasil temos vereadoras, prefeitas, governadoras, deputadas, senadoras, e futuras presidentes da república, que são as verdadeiras Ìyálodé do Brasil.
Os Oje, sacerdotes do culto Egúngún, se reúnem e elegem Alapini, o sumo sacerdote do culto. Alguns nomes são levados ao oráculo Ifá e Òrúnmìlà decide qual o melhor candidato, Dizemos que "lese Òrìsà, lese Egúngún", anda com pé de Òrìsà, no caminho de Òrìsà; anda com pé de Egúngún, no caminho de Egúngún. Um Alapini ou um Oje não é Bàbálòrìsà, não é Bàbálawo, não é Olúwo. São caminhos religiosos que nunca se misturam.
Os sacerdotes do Ifá são os Bàbálawo. Homens velhos, plenos de sabedoria, bibliotecas ambulantes, cérebros privilegiados, detentores da nossa tradição oral, nossas escrituras humanas. Os sacerdotes Ifá, seja qual for a sua posição na hierarquia, salvo talvez se for um aprendiz, nunca consultam o oráculo com dezesseis búzios, o mérìndínlógún. Usam Ikin ou Òpèlè Ifá, instrumentos tradicionais africanos de uso vedado as mulheres e aos Bàbálòrìsà e Ìyálòrìsà. O status do sacerdote se mede pela sua maneira de consultar o Ifá. Um Olúwo é superior aos Bàbálawo, pela sua idade avançada, pelo seu grau de conhecimento , reconhecido pelos seus pares, e pela indicação do Ifá. Olúwo é a cabeça dos Bàbálawo. Pouquíssimos yorùbá são Olúwo. A sabedoria ancestral yorùbá está contida no sistema Ifá de adivinhação, e se compõe de lendas. São 256 respostas chamadas Odú — você se manifesta. Em cada um há oito ese - caminhos ou capítulos -, e cada um contém 1680 itan ou versículos de quatro linhas. Isso dá cerca de 13.762.560 milhões de frases, fora as variações regionais. Olúwo é um homem especial, escolhido por Ifá para que todo esse conhecimento sagrado nunca se perca ou seja deturpado na transmissão oral. Ele tem competência para recitar os versos de Òrúnmìlà durante horas, dias, se preciso for. Olúwo não escolhe seu cargo. Ifá escolhe Olúwo.
Bàbálòrìsà e Ìyálòrìsà são sacerdotes que conhecem na totalidade o culto dos Òrìsà para os quais são iniciados. Dominam os mistérios de cada um. Ifá indica quem será Bàbá ou Ìyá. Ninguém decide o quer ser.
Repetimos que religião é tradição e tradição é invenção. Mas inventar demais destrói, e superpor religiões, importando e aplicando o que não se conhece profundamente, pode comprometer o que já existe e o que está vindo.
Que os insatisfeitos mudem, alterem seus credos de Umbanda ou de Candomblé para Tradição de Òrìsà, de Vodún, de Nkise, se desejarem. Mas não acrescentem estas tradições às religiões já cultuadas. Sincretismo religioso, quando mal aplicado [ e não há boa fórmula para isso], transforma-se em canibalismo e perdem ambos os lados. É um acoplamento sem sentido, um caso de perdas sem acréscimos. Todas religiões constituídas têm sua beleza e seus seguidores. Não se deve descaracterizar o que já existe tão somente para validar a vaidade desenfreada de alguns insatisfeitos.
Sugerimos que cada um destes novos detentores de títulos civis e religiosos oriundos da própria imaginação, criem em sua particular fantasia novos credos religiosos, e usem sua energia para implantá-los em todo território nacional. E lembramos aos Reis, Rainhas , Oba e outros titulares que cuidem para que seus reinados não existam somente nas páginas dos jornais por eles financiados.
Glossário
Olúwo — sumo sacerdote do oráculo Ifá.
Òrúnmìlà — Òrìsà testemunha da escolha do destino pelo homem.
Ifá — nome dado ao oráculo sagrado yorùbá.
Oba — Rei de pequenas e grandes cidades na Yorubaland.
Odú — resposta obtida pelos consulentes do oráculo Ifá, composta de um imenso conjunto de lendas e ensinamentos da tradição oral yorùbá.
Ojú — olho.
Ìyálodé — mulher eleita a representante das mulheres perante o conselho dos homens ou dos mais velhos.
Olódùmarè — Òrìsà criador do mundo, tido como algumas correntes como o Deus único e por outras como um dos deuses.
Ibikeji Olódùmarè — A segunda pessoa depois de Olódùmarè.
Egúngún — ancestral.
Òyó — cidade da Nigéria, onde Sàngó reinou.
Aláàfin — Oba de Òyó.
Awo — segredo, também modo de chamar os sacerdotes do culto yorùbá.
Awùjalè — Oba de Ìjèbú Òde.
Oye — cargo, honraria.Oje — sacerdote do culto dos ancestrais.
Alapini — sumo sacerdote do culto dos ancestrais.
Ara Ilu — povo.
Abéòkúta — Cidade da Nigéria.
Ògbóni — sociedade secreta religiosa.
Àgbá — idoso, velho.
Ara àgbá — conselho dos mais velhos.
Osugbo — sociedade secreta de Ìjèbú Òde.
Ìjèbú — Cidade da Nigéria.
Kétu — Cidade do Benin.
Oòni — Oba de Ife.
Ife — Cidade da Nigéria.
Ìbàdàn — Cidade da Nigéria.
Òsogbo — Cidade da Nigéria.
Ìjèbú-Òde — Cidade da Nigéria.
Èjígbo — Cidade da Nigéria.
Lagos — Cidade da Nigéria.
Òrìsà — Deuses na religião dos yorùbá.
Ijuba, foribale, idobale — nomes da saudação tradicional aos Reis, sacerdotes ou mais velhos. Consiste na pessoa que está saudando prostrar-se no chão aos pés do que está sendo saudado.
Yorubaland — nome dado a toda terra yorùbá, dentro e fora da Nigéria.
Ikin — pequenos cocos secos de dendê usados no oráculo Ifá.
Òpèlè Ifá — colar feito de meias nozes de dendê.
Awon — fios de contas ou búzios, que cobrem o rosto dos Oba.

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